Segundo o especialista em educação Sergio Bento de Araujo, o ponto central é transformar expectativas difusas em critérios observáveis, com linguagem clara e evidências reais de sala, evitando listas intermináveis que ninguém consegue usar. Continue a leitura e entenda como mapear o que o professor sabe fazer com tecnologia e como isso melhora a aprendizagem permite decisões justas sobre formação, recursos e tempo de planejamento.
Por que a escola precisa de uma matriz clara?
Uma matriz de competências digitais organiza o trabalho pedagógico e reduz ruído. Ao descrever níveis de domínio em termos operacionais, a escola alinha expectativas, valoriza trajetórias e dá transparência às escolhas. De acordo com o empresário Sergio Bento de Araujo, a matriz cumpre três funções: orientar formação contínua, apoiar feedback entre pares e demonstrar impacto didático para a comunidade.
Eixos que fazem diferença no cotidiano
Uma estrutura objetiva costuma reunir cinco eixos:
- Pedagógico digital: uso de recursos para ativar objetivos de aprendizagem, avaliação formativa e mediação de grupos;
- Conteúdo e dados: curadoria de materiais confiáveis, produção de objetos de aprendizagem e leitura de indicadores simples;
- Acessibilidade e inclusão: materiais com contraste adequado, legendas, descrição de imagens e alternativas de participação;
- Ética, privacidade e segurança: coleta mínima de dados, consentimentos, organização de acessos e comunicação responsável;
- Colaboração e autoria: trabalho em nuvem, documentação de práticas e publicação de produtos estudantis com créditos corretos.
Como pontua o especialista em educação Sergio Bento de Araujo, descritores curtos e verificáveis são essenciais para que qualquer docente reconheça em que ponto está.
Como descrever níveis de domínio sem subjetividade?
Níveis funcionam quando descrevem comportamentos observáveis. O Inicial demonstra uso básico e dependência de tutoriais. O básico aplicado integra recursos simples às aulas com regularidade. O Intermediário desenha tarefas com evidências e coleta dados para ajustar o percurso e o avançado cria materiais próprios, compartilha boas práticas e apoia colegas. Conforme explica o empresário Sergio Bento de Araujo, o verbo importa: identificar, aplicar, adaptar, produzir, avaliar e orientar sinalizam progressão sem ambiguidade.

Autoavaliação que respeita o tempo do professor
Autoavaliação eficiente cabe em poucos minutos e gera um retrato útil. Itens diretos com escala de quatro pontos evitam meias respostas. Exemplos: planejo avaliações com rubricas digitais e devolutivas rápidas; publico materiais com legendas e textos alternativos; explico aos alunos por que e como dados são coletados; registro evidências em portfólios acessíveis. Cada item traga um campo de evidência, como link de aula, captura de tela ou descrição breve de prática.
Evidências e portfólio de práticas
Portfólios consolidam provas do que o docente domina. Planos de aula com objetivos visíveis, prints de painéis de acompanhamento, materiais acessíveis e amostras de devolutivas constroem um arquivo que evolui ao longo do ano. Como considera o empresário Sergio Bento de Araujo, o valor do portfólio está na comparação entre versões, pois mostra como a prática melhora com feedback e estudo.
Acessibilidade como critério inegociável
A tecnologia só cumpre missão quando todos conseguem participar. Contraste, fonte ajustável, navegação por teclado, legendas e descrição de imagens precisam aparecer na matriz como requisitos, não extras. Como ressalta o especialista em educação Sergio Bento de Araujo, acessibilidade protege o direito de aprender e reduz barreiras também para quem tem conexão limitada ou dispositivos simples.
Competências digitais: Descritores observáveis!
Competências digitais docentes ganham força quando passam de slogans a descritores observáveis, com autoavaliação rápida e portfólios que mostram evolução. Ao tratar acessibilidade e ética como pilares e ao conectar métricas ao que acontece com os estudantes, a escola transforma tecnologia em aprendizagem visível. Como resume o empresário Sergio Bento de Araujo, essa é a régua que importa: objetivos claros, evidências confiáveis e decisões que elevam a qualidade do ensino.
Autor: Gennady Denisov

