Sendo CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, Elmar Juan Passos Varjão Bomfim explica que a construção civil carrega um paradoxo difícil de ignorar: é um dos motores do desenvolvimento e, ao mesmo tempo, um dos maiores consumidores de recursos naturais e geradores de resíduos do planeta. Por muito tempo, sustentabilidade e grandes obras pareciam agendas incompatíveis. Essa percepção mudou, e hoje a construção sustentável se firma como caminho obrigatório para quem pretende continuar competitivo.
O desafio, agora, é traduzir esse discurso em prática viável, que una redução de impacto ambiental, eficiência econômica e inovação tecnológica sem inviabilizar o empreendimento. E os caminhos para isso estão cada vez mais concretos.
Eficiência energética como ponto de partida
Nenhuma discussão sobre construção sustentável avança sem enfrentar o tema da energia. Edifícios e instalações industriais respondem por uma fatia enorme do consumo energético mundial, e é nesse ponto que os ganhos mais imediatos aparecem. Projetos que consideram desde o início a orientação solar, o aproveitamento da luz natural e o isolamento térmico reduzem drasticamente a necessidade de climatização e iluminação artificial ao longo de toda a operação.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim sugere que a geração própria de energia complementa essa lógica. A instalação de sistemas fotovoltaicos deixou de ser exceção para se tornar componente frequente em galpões logísticos, centros de distribuição e plantas industriais. Além de reduzir custos operacionais, a energia solar aproxima o empreendimento das metas de descarbonização cada vez mais exigidas por grandes contratantes.
Materiais, resíduos e a lógica da economia circular
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim revela que, se a energia é a face mais visível da sustentabilidade, os materiais e resíduos são a face mais estrutural. A construção tradicional opera em um modelo linear: extrai, usa e descarta. A construção sustentável propõe substituir essa lógica pela da economia circular, na qual materiais são reaproveitados, resíduos viram insumos e o desperdício é combatido em cada etapa.

Isso passa pela escolha de materiais com menor pegada ambiental, pela valorização de fornecedores locais que reduzem emissões com transporte e pelo uso de soluções que prolongam a vida útil das estruturas. A recuperação estrutural de edificações existentes, por exemplo, muitas vezes representa uma alternativa mais sustentável do que demolir e reconstruir do zero.
Inovação tecnológica a serviço do meio ambiente
A tecnologia é a ponte que torna a sustentabilidade viável em escala. A industrialização da construção, com peças pré-fabricadas e sistemas modulares, reduz desperdício, acelera prazos e diminui o impacto no entorno da obra. Menos improviso no canteiro significa menos resíduo e maior controle sobre cada recurso empregado.
Conforme alude Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, essas ferramentas digitais de modelagem permitem simular o desempenho ambiental de um edifício antes de sua construção, testando o consumo de energia, o conforto térmico e a pegada de carbono de diferentes soluções. Essa capacidade de prever e otimizar evita erros caros e escolhas ambientalmente ineficientes, alinhando inovação e responsabilidade desde o projeto.
O uso de estruturas metálicas e soluções construtivas mais leves também contribui para essa equação, reduzindo consumo de material e permitindo edificações mais adaptáveis. A inovação, nesse sentido, não é um luxo tecnológico, mas o instrumento que viabiliza construir mais com menos impacto.
O futuro se constrói com responsabilidade
A construção sustentável deixou de ser um nicho para se tornar o novo padrão em direção ao qual todo o setor caminha. As empresas que compreenderem isso cedo estarão mais preparadas para um mercado que premia eficiência, responsabilidade ambiental e visão de longo prazo. As que resistirem enfrentarão custos crescentes e portas fechadas.
O grande projeto do futuro não será apenas maior ou mais rápido, mas mais inteligente na forma como usa energia, materiais e recursos naturais. É nessa direção que se movem organizações como a André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, onde Elmar Juan Passos Varjão Bomfim enxerga na união entre inovação e sustentabilidade não um dilema, mas o próprio rumo natural da engenharia brasileira nas próximas décadas.

