O Brasil como potência digital está no horizonte com um plano ambicioso do governo federal. Publicado pelo NeoFeed em 24 de março de 2025, o projeto prevê atrair R$ 2 trilhões em investimentos para data centers nos próximos 10 anos. Uallace Moreira Lima, secretário do MDIC, revelou em entrevista exclusiva que a iniciativa aproveita a matriz energética limpa do país como diferencial competitivo. O Brasil como potência digital quer se posicionar como líder global em um setor dominado por EUA e China. A estratégia envolve parcerias com o setor privado e já está em fase avançada. É uma aposta para transformar o cenário tecnológico nacional.
A base do Brasil como potência digital está na energia renovável. Com quase 85% da matriz elétrica vindo de fontes limpas, segundo a Aneel, o país tem uma vantagem única para suportar data centers de alta demanda, como os usados em inteligência artificial. O Brasil como potência digital pode oferecer tarifas de US$ 0,05 a US$ 0,06 por kWh, competitivas frente à Europa e aos EUA. Isso atrai gigantes como Microsoft e Google, além de empresas locais como Scala e Ascenty. A localização estratégica na América Latina também favorece o plano. O potencial é real, mas depende de execução eficiente.
O Brasil como potência digital já lidera o mercado de data centers na América Latina. Um estudo da CBRE mostra que o país inicia 2025 com 595 MW de capacidade instalada, de um total regional de 877 MW. Projeções indicam um acréscimo de 220 MW só este ano, mais da metade do crescimento previsto para a região. O Brasil como potência digital se beneficia da digitalização tardia e da crescente demanda por IA. Empresas como Equinix e Elea anunciam bilhões em novos projetos. O setor privado está um passo à frente, mas o governo quer acelerar o ritmo.
A visão do Brasil como potência digital inclui incentivos financeiros e descentralização. O BNDES lançou uma linha de R$ 2 bilhões em 2024 para pequenos e médios data centers, mirando investidores locais. A ideia é evitar a concentração em São Paulo e Rio, que já têm 56 e 21 unidades, respectivamente. O Brasil como potência digital planeja expandir para cidades como Fortaleza e João Pessoa, otimizando energia e reduzindo custos logísticos. Essa abordagem também busca equilibrar o desenvolvimento tecnológico no território. Pequenos empreendedores ganham espaço na corrida.
Os desafios do Brasil como potência digital não são pequenos. A carga tributária, com impostos de importação que chegam a 60%, encarece equipamentos essenciais, afastando alguns hyperscalers. Comparado ao Uruguai, que atraiu US$ 850 milhões do Google com incentivos fiscais, o Brasil precisa ajustar sua política. O Brasil como potência digital enfrenta ainda gargalos em infraestrutura e regulação. Especialistas alertam que sem redução de barreiras, os R$ 2 trilhões podem ficar no papel. Competitividade global exige mais que energia barata.
O Brasil como potência digital tem exemplos concretos de avanço. A Scala Data Centers planeja investir R$ 6,2 bilhões até 2026 no Campus Tamboré, enquanto a Elea adquiriu unidades da DXC Technology em São Paulo. Projetos como o distrito industrial de Eldorado do Sul, com R$ 3 bilhões da Scala, mostram o potencial. O Brasil como potência digital já atraiu US$ 500 milhões da Coatue e IMCO em 2024. Esses movimentos sinalizam confiança do mercado. O setor privado está pavimentando o caminho para o plano governamental.
A inteligência artificial impulsiona o Brasil como potência digital no longo prazo. Data centers para IA exigem de 150 MW a 200 MW, muito acima dos 20 MW a 30 MW típicos de cloud computing. A matriz limpa brasileira suporta essa escala, mas a incerteza regulatória sobre dados internacionais preocupa. O Brasil como potência digital precisa garantir que os EUA permitam o processamento de machine learning fora de suas fronteiras. Sem isso, o foco pode ficar na digitalização local. A IA é o futuro, e o Brasil quer estar nele.
Por fim, o Brasil como potência digital é uma meta ousada que pode redefinir o país. Com R$ 2 trilhões em jogo, o plano une energia limpa, posição estratégica e vontade política para criar um hub global de data centers. O Brasil como potência digital depende de superar entraves tributários e logísticos para competir com gigantes. Se bem executado, o projeto coloca o país na vanguarda da economia digital em 10 anos. A promessa é grande, e o mundo está de olho. O próximo passo é transformar visão em realidade.
Autor: Gennady Denisov
Fonte: Assessoria de Comunicação da Saftec Digital